terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Knicks troca Iman Shumpert e JR Smith, dispensa Samuel Dalembert


Phil Jackson volta ao trabalho e mostra, mais uma vez, que seu objetivo é conseguir espaço na folha salarial. Para isso, enviou JR Smith e Iman Shumpert para o Cleveland Cavaliers e, em troca, receberá jogadores, uma trade exception (basicamente mais espaço na folha salarial em alguma troca futura) e uma escolha de segunda rodada do Cavaliers. O Knicks vai cortar todos os jogadores que receber, segundo o NY Post.

O pivô Samuel Dalembert será cortado da equipe.

JR Smith, que chegou em New York em 2011, teve médias de 15.1 pontos por partida com o Knicks. Ele viveu seu ápice na franquia durante a temporada 2012-13, onde conseguiu ser o segundo melhor jogador do time, com médias de 18.1 pontos, 5.3 rebotes e 42% FG. Entretanto, esse era o seu último ano de contrato, e ele precisava mostrar serviço. E, assim que conseguiu a renovação, uma cirurgia foi anunciada e JR Smith nunca mais foi o mesmo. Nesta temporada, ele estava marcando o menor número de pontos desde a sua chegada em NY, e ao mesmo tempo iria receber o maior amontoado de dinheiro da sua carreira com o Knicks. Com isso, e com a opção de contrato para 2014/15, que custaria a franquia quase sete milhões de dólares, sua presença não era mais desejada.

Já Iman Shumpert, apesar de ter direito a um salário de 3,8 milhões de dólares na próxima temporada, vivia uma situação diferente. A maioria dos torcedores gostavam da sua presença em quadra, mas o fato é que ele, com apenas 24 anos, já passou por diversas cirurgias e não apresentou mais sua defesa que o tornou uma grande promessa na sua temporada de novato. Além disso, após um começo de temporada excelente, ele conseguiu apenas 34% FG em dezembro.

Os jogadores devem ser Lance Thomas, Alex Kirk e Louis Amundson. O único com média maior que um ponto por jogo é Lance Thomas - que fez 5.1 pontos e 3.4 rebotes com o OKC Thunder, mas em apenas 35% FG -, o que justifica o corte.

O objetivo é bem claro. Ficar com role players como Shumpert e JR Smith somente por ficar não parece uma atitude sensata. E, como disse o repórter Steve Kyler do Basketball Insiders, isso abre espaço para o time pelo menos tentar adquirir agentes livres ao fim dessa temporada.

Agora só nos resta torcer para que tudo dê certo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Lendas do Knicks - #19 Willis Reed


Nome: Willis Reed Jr.
Posição: C (Center - Pivô)
Altura: 6'9 (2,05m)
Draft: Draftado pelo Knicks com a 8° pick no draft de 1964
Médias com o Knicks: 18.7 PPG (47.6% FG - 74% FT), 12.9 RPG, 1.8 APG, 1.1 BPG.

Honras: 1964-54 All Rookie Team e Rookie of The Year, 1967-71 All-NBA Team, 1969-70 All-Defensive NBA Team, 1969-70 All-Star Game MVP, 1969-70 NBA MVP e Finals MVP, 1972-73 Finals MVP. Eleito para o Hall da Fama.

Claro que o único jogador na história da franquia a ganhar o prêmio de melhor jogador da NBA em uma temporada não podia ficar de fora de uma lista de lendas do Knicks. O capitão começou e terminou a carreira em New York e foi muito importante.

Essa história já começa de uma maneira não habitual. É estranho pensar que um jogador que foi draftado na segunda rodada possa ser considerado o melhor da franquia, ainda mais sendo o Knicks. Mas eram outros tempos (se você acha o draft de hoje da NBA estranho e/ou difícil de acompanhar, é porque nunca viu o draft nos anos 60), somente nove jogadores foram escolhidos na sua frente e, pelo que ele fez, vale a discussão.

Reed mostrou o que era capaz desde a sua primeira temporada. Já chegou sendo escolhido para o time de rookies e sendo eleito o novato do ano, com médias de 19.5 pontos e 14.7 rebotes por jogo. Mas não foi suficiente para chegar aos Playoffs, assim como na sua segunda temporada.

A primeira aparição nos Playoffs foi em 1967, que contou com um jogo de 38 pontos em 14 arremessos de Reed para impedir a varrida do Boston Celtics já na primeira rodada. O time era diferente das equipes das temporadas anteriores, jogadores como Walt Bellamy e Dick Barnett já estavam no elenco, ajudando. Mas o que realmente levantou a equipe foi o auge de Reed chegando. Ele teve médias de 20.9 pontos (48.9% FG) e 14.6 rebotes, sendo escolhido para o time da NBA, o que seria a primeira de cinco eleições consecutivas.

Ele fazia sua parte, mas faltava alguma coisa. O técnico Dick McGuire fazia o papel de "legal" e isso fazia com que os atletas simplesmente não o respeitassem. Podemos dizer que o Knicks simplesmente não tinha um time ainda, apenas um amontoado de pessoas. Nessa situação, Red Holzman assumiu a equipe na temporada 1967-68. E não acaba por aí. Já tínhamos draftado Walt Frazier para armar as jogadas, mas precisávamos de alguém que pudesse formar uma boa dupla com Reed no garrafão. E ele veio, atendendo pelo nome de Dave DeBusschere. Agora sim, o Knicks podia voltar a competir.

 A temporada 1968-69 marcaria o começo de uma grande rivalidade. Conseguiríamos uma campanha de 54 vitórias e 28 derrotas, terminando em 3°, e enfrentamos o líder da conferência Baltimore Bullets. Era de amplo conhecimento que o Bullets queria enfrentar o Knicks, o que deixou Frazier irritado. O armador deu uma declaração dizendo "eles nos querem? eles nos terão!". Clyde deu a resposta pela imprensa e Reed deu a resposta na quadra. Com impressionantes 35 pontos e 19 rebotes no jogo 3 e 43 pontos e 17 rebotes no jogo 4, o pivô foi o destaque da série e ajudou o Knicks a varrer o time de Baltimore. Isso mostrou para toda a NBA que uma nova era estava chegando em New York, e a prova disso veio logo um ano depois.

A temporada tinha acabado de começar, mas o time só falava de conseguir o troféu. Com razão, diga-se. O Knicks estava derrotando os adversários por 25-30 pontos, quebrando o recorde da NBA de mais vitórias consecutivas e apresentando um belo basquete. Willis Reed foi escolhido como o melhor jogador da temporada, por comandar o Knicks a sua melhor campanha em uma temporada regular em toda a história da franquia, com 60 vitórias e 22 derrotas. Até essa parte, ótimo. Mas quem seria o oponente na primeira rodada dos Playoffs? Claro que seria o Baltimore Bullets.

Talvez como (mais) uma resposta ao desdém de Baltimore na última temporada, Dave DeBusschere disse que o Knicks era o melhor time da NBA, e que não se importava com o adversário nos Playoffs. Mas a série dessa temporada não seria tão fácil como a da temporada passada. Foi nessa série que Reed fez um de seus melhores jogos, marcando 36 pontos e pegando 36 rebotes, ajudando o Knicks a ganhar o decisivo jogo 5 daquela série de 7 jogos. Depois de um 4-1 contra o Milwaukee Bucks, teríamos o Los Angeles Lakers de Elgin Baylor, Wilt Chamberlain e Jerry West pela frente na final da NBA.

Série empatada em 2-2, e de repente Willis Reed se machuca. Quando você tem um time digno de ser campeão, esse tipo de coisa pode ser compensada. E foi, com uma magnifica vitória, com excelente participação da torcida no Madison Square Garden. O Lakers ganharia o jogo 6, e a série voltaria para o Garden para o ultra decisivo jogo 7.

Talvez nada mostre mais a dedicação de Reed com o time quanto esse jogo, nem mesmo a briga com todos os jogadores do Lakers algumas temporadas antes ou a injeção de lidocaína que ele tomou para poder participar da série contra o Baltimore Bullets no ano seguinte. Ninguém sabia se ele seria capaz de jogar, e todos diziam que não teríamos chance se ele não entrasse em quadra. Willis tomou injeções de cortisona e foi para o jogo, marcando apenas 4 pontos, acertando os dois arremessos que tentou. Mas sua entrada mudou totalmente o paradigma, e o que estava sendo tratado como um jogo impossível virou uma vitória fácil. Finalmente podíamos gritar, o New York Knicks era campeão da NBA! E, por essa atuação, Willis conseguiu o MVP da final da NBA.

Infelizmente, não conseguiríamos repetir o feito na temporada 1970-71, mesmo esta sendo a última de Willis Reed com mais de 20 pontos por jogo de média. Derrotamos o Atlanta Hawks em uma série de 5 jogos, mas o Bullets, sedento por vingança, acabou com nossa temporada.

E o que faria o Knicks para voltarmos a eliminar o Bullets? Bem, Earl Monroe não estava nada satisfeito com o seu time, que foi derrotado facilmente pelo Bucks de Kareem Abdul-Jabbar na final. Sabendo disso, o Knicks foi atrás de Earl. Com isso, a bola passou mais tempo nas mãos dos armadores, assim como a responsabilidade de marcar pontos (o que, em partes, explica o declínio de Reed nesse quesito).

Com Earl "The Pearl" Monroe, o Knicks passou pelo Bullets na primeira rodada. Mas não paramos por aí, derrotamos o Boston Celtics e chegamos a mais uma final da NBA. Porem, ainda precisávamos de mais alguma coisa para chegarmos ao título (e, diga-se, a lesão de Dave DeBusschere não ajudou).

O Knicks tinha chegado a final, mas junto com a derrota nela veio a perda do favoritismo. Todos tratavam o Boston Celtics como favorito ao título, pela idade e talento do time. O Knicks não, eramos um time de veteranos, diziam.

Segundo uma declaração de Monroe, quando chegou ao Knicks ele pensou que seria difícil mudar o seu estilo para fazer parte daquele time já entrosado. Mas, pelo talento que tinha, podia jogar em qualquer situação. Acho que essa última parte pode muito bem ser usada para definir toda a equipe do Knicks daquela temporada.

Não eramos favoritos, mas certamente jogamos como se fossemos. Todos os jogadores fizeram um compromisso de voltar mais fortes na próxima temporada, e esse desejo foi alcançado com perfeição. Depois de uma boa temporada regular, que contou com momentos memoráveis, tivemos uma série relativamente fácil contra o Bullets antes de enfrentarmos o Celtics. O Knicks surpreendeu a todos e conseguiu abrir 3-1, mas Boston não iria se entregar tão facilmente e conseguiu empatar a série e forçar um decisivo jogo 7. O Knicks teria que enfrentar time e torcida se quisesse chegar em mais uma final.

O Celtics nunca tinha perdido um jogo 7 em casa. Sabendo disso, a imprensa tratava a vitória deles como certa. Mas, como diz o ditado popular, para tudo tem uma primeira vez. Esse jogo foi definido por Reed como "o jogo dos sonhos". Uma vitória relativamente fácil era algo que nem os torcedores mais otimistas esperavam. Mais uma vez, estávamos na final.

Essa série contra o Lakers foi totalmente diferente da final de 1970. Sim, perdemos a primeira partida, mas depois disso ganhamos quatro jogos seguidos. Simplesmente não houve tanta disputa quanto antes, e uma prova disso é que a confirmação do título veio no jogo 5 em Los Angeles. Mas o que interessa é que faturamos o troféu. Willis Reed mais uma vez foi eleito como o MVP de uma final, terminando o série com médias de 16.4 pontos, 9.7 rebotes e 2.6 assistências.

Willis Reed só jogou por mais uma temporada, ajudando o Knicks a conseguir uma campanha de 49 vitórias e 33 derrotas. Três anos depois, ele aceitou o cargo de técnico e New York participaria de uma série de Playoffs mais uma vez, depois de dois anos ficando de fora. O seu número 19 foi aposentado pela franquia no dia 21 de outubro de 1976. Ele foi introduzido ao Hall da Fama em 1982.

Para conhecer mais sobre o jogador e a história do Knicks, recomendo o documentário When The Garden Was Eden da ESPN (se você entende pelo menos um pouco de inglês) e a série de posts intitulada Knickstória do Knicks Brasil.

PS: Não foi pelo Knicks, mas é interessante lembrar que Reed também foi MVP do All Star Game de 1970. Com isso, ele se tornou o primeiro jogador a conseguir os três MVPs (da temporada regular, das finais e do ASG) em uma mesma temporada.

sábado, 15 de novembro de 2014

O começo de temporada do Knicks

(Imagem: NY Daily News)
2-8. Sete derrotas seguidas, incluindo duas para o Hawks e uma para Pistons e Magic. Lesão de Shumpert no mais recente tropeço e de Calderon, nosso PG titular, que nem estreou na temporada. Se você quiser ler um texto extremamente pessimista sobre essa temporada e o futuro do Knicks, tenho certeza que não terá dificuldades de achar um na internet. Portanto, se ainda estiver interessado, prepare-se para ler um texto otimista, apesar de tudo.

Precisamos saber onde focar nossa preocupação. O que mais me deixaria preocupado é a má implementação do triangulo, e isso felizmente não está acontecendo. Considerando que é um sistema complexo, digo que o time e o técnico estão assimilando o processo. A amostra é pequena, claro, mas o Knicks é, hoje, um dos melhores times da NBA em número de pontos que vieram de assistências, algo inimaginável para quem assistiu a bagunça da última temporada. E, o mais importante: estão fazendo isso sem o armador titular, que só voltará em 1-2 semanas. Carmelo estava ficando menos com a bola, mas o último jogo contra o Jazz (em que ele fez 46 pontos, maior marca da temporada até aqui, em 61% FG) mostrou que, se ele estiver bem, ninguém o impedirá de arremessar.

Já estamos falando de Carmelo? Outra coisa que me deixou assustado foi como ele melhorou em lances decisivos nessa temporada. Melo sempre foi um dos melhores jogadores da NBA no clutch time, mas seus números até aqui nesses 10 jogos são ótimos. Nos últimos 5 minutos, com o time ganhando ou perdendo por 5 pontos, Melo acertou mais de 64% dos arremessos que tentou.

Melo no clutch time nessa temporada (Imagem: NBA)
Ele pode ter começado a temporada abaixo de seu nível, mas Carmelo Anthony não me preocupa, nem um pouco.

Porem, os seus companheiros sim. Carmelo sempre teve um companheiro diferente o ajudando. Tyson Chandler foi DPOY em 2011-12, JR Smith foi SMOY em 2012-13, Tim Hardaway Jr foi um dos melhores rookies em 2013-14. Nessa temporada, parece que Iman Shumpert finalmente encontrou o seu papel. O SG praticamente dobrou seu número de pontos de 2013-14, com melhor aproveitamento, e está dando mais assistências. Shumpert sempre foi um bom/ótimo defensor, mas a marca de 55% FG da linha de três pontos é uma surpresa.

Enfim, a amostra é pequena, mas esse é o momento do Knicks. É preciso ter paciência, já estivemos em situações piores. E bem, no pior dos casos é bom lembrar que temos nossa escolha de draft e que os contratos de Amar'e Stoudemire e Andrea Bargnani acabam juntos em 2015.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Knicks troca Travis Outlaw

O ex-Knickerbockers Travis Outlaw
Na tarde dessa segunda-feira (27/10/2014), o New York Knickerbockers trocou o SF Travis Outlaw com o Philadelphia 76ers pelo SF Arnett Moultrie, que já foi cortado e não fará parte do time na temporada 2014-15. Junto com Travis Outlaw, o 76ers recebeu uma escolha de segunda rodada no draft de 2019 e a opção de trocar as escolhas no draft de 2018. Essa troca foi feita para abrir espaço na folha salarial do time, já apertada com os grandes contratos de Andrea Bargnani e Amar'e Stoudemire.

Com isso, o time define o seu elenco para a temporada 2014-15, e você pode conferir clicando aqui.

A temporada do Knicks começará nessa quarta-feira (29), às 22h pelo horário de Brasilia, contra o Chicago Bulls no Madison Square Garden.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Pré-temporada 2014

Imagem: NY Post
Ainda faltam algumas semanas para podermos ver o Knicks disputando jogos oficiais, mas o time obviamente já está concentrado no começo da temporada e precisa de testes para os novos jogadores e formações.

O primeiro jogo será contra o rival de divisão Boston Celtics, no dia 08/10.

Veja a lista completa de jogos abaixo:

DataAdversárioHorário (Brasília)
08/10/2014Boston Celtics20h:30
11/10/2014Boston Celtics20h:30
13/10/2014Toronto Raptors20h:30
14/10/2014Philadelphia 76ers20h:00
20/10/2014Milwaukee Bucks21h:30
22/10/2014Washington Wizards21h:30
24/10/2014Toronto Raptors21h:30

Somente o primeiro jogo contra o Toronto Raptors (13/10) e os jogos contra Milwaukee Bucks e Washington Wizards serão no Madison Square Garden.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Knicks Media Day - 29/09/2014


Como é de costume entre os times da NBA, o Knicks apresentou as novidades da equipe para a imprensa nessa segunda-feira.

O dia foi marcado por diversos elogios ao triângulo, o sistema ofensivo de jogo que marcou Phil Jackson nos seus tempos de técnico na NBA (e que todos esperam que volte com tudo com o Knicks a partir dessa temporada). Calderon, o novo armador do time, disse que acredita que o sistema facilitará o jogo de todos em quadra. Já Jason Smith, também novo integrante do time, disse que já ouviu que é o sistema perfeito para seu jogo.

Principal estrela do time, Carmelo Anthony garantiu uma temporada melhor que a temporada 13/14 e disse que espera poder ajudar mais seus companheiros de equipe. Também tranquilizou os torcedores preocupados com a sua aparente perda de peso.

Já tratando de lesões, Andrea Bargnani confirmou que seu cotovelo (lesionado em uma partida contra o Philadelphia 76ers na última temporada) já está 100% recuperado há um bom tempo. Já Amar'e Stoudemire informou que precisa conversar com o treinador Derek Fisher sobre o seu limite de minutos, mas espera poder jogar 30 minutos por jogo. E é claro que, antes de tudo, Stoudemire se mostrou contente por finalmente não ter que se preocupar com lesões na offseason.

Algumas novidades também foram apresentadas. Particularmente gostei muito da "golden tag" (foto abaixo) que estará presente nos uniformes dos times que já se consagraram campeões da NBA.  

Cleanthony Early, que segundo Carmelo Anthony foi uma ótima escolha do Knicks no draft, usará o número 17. Ele, assim como Tim Hardaway Jr, informou que tentará focar mais na defesa nessa temporada.

E enfim, terminamos com uma frase de Carmelo: "estou feliz por poder jogar no triângulo, de voltar para o Knicks. Estou feliz pelo oportunidade que temos, como um time, de estar com esse novo sistema e técnico. Só estou feliz. Estou em um bom lugar e mal posso esperar para começar (a jogar)."

Entrevistas com os jogadores (em inglês): Carmelo Anthony parte 1 e parte 2; Amar'e Stoudemire; Tim Hardaway Jr e Cleanthony Early; Jose Calderon, Andrea Bargnani e Jason Smith; Iman Shumpert e JR Smith, Samuel Dalembert e Travis Outlaw.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Knicks troca Wayne Ellington e Jeremy Tyler

Tyler deve ser cortado pelo Kings. (Foto: Knicks Wag)
A reformulação do plantel continua. Para conseguir Quincy Acy e Travis Outlaw, o Knicks mandou Jeremy Tyler, Wayne Ellington e uma escolha de segunda rodada do draft de 2016 para Sacramento. A escolha já poderia ir para o Kings (ela foi mandada do Knicks para o Blazers na troca por Raymond Felton em 2012, que foi enviada para o Kings em uma outra troca) se caísse entre a 31° e 37° escolha, mas agora essa restrição foi removida e ela pertence com toda certeza ao Kings.

Enfim, os números podem não agradar bastante (nenhum dos jogadores conseguiu obter dez pontos e/ou cinco rebotes por jogo na última temporada, mas conseguir esse tipo de jogadores pode fazer algum sentido lógico. Teremos mais um SF e alguém para fazer o trabalho sujo.

O contrato de ambos é barato e acaba logo após a temporada 2014/15. Acredito eu que essa é a parte mais importante da troca, contando ainda que, segundo o Basketball Reference, o contrato de Quincy Acy não é garantido.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Knicks contrata Jason Smith


Para reforçar a posição de PF/C, que poderia ficar fraca com a saída de Chandler e pela aparente restrição de minutos de Samuel Dalembert, Phil Jackson foi atrás de Jason Smith, que estava no New Orleans Pelicans.

O "novo Nowitzki" não é conhecido. Ele jogou por um time que não foi aos Playoffs e teve lesões nas últimas duas temporadas. Mas está mostrando um bom basquete. Na última temporada, ele conseguiu a maior quantidade de minutos por jogo da sua carreira (26.8), e conseguiu boas médias de 9.7 pontos e 5.8 rebotes.

Apesar de algumas jogadas como essa e a média de 0.9 blocks por jogo, o jogo no garrafão não é a sua principal habilidade. Ele prefere jogar como um arremessador, jogando um pouco longe da cesta no ataque (e tem dado certo, ele conseguiu 47.4% em long twos). Além disso, ele é conhecido por ser bom em screens, o que pode ajudar jogadores como Carmelo Anthony e Tim Hardaway Jr.

Smith conseguiu 18.5% de todos os rebotes defensivos na última temporada e o técnico Monty Williams se referiu a ele como "o melhor jogador defensivo em quadra" diversas vezes (sim, isso aconteceu antes de chegada de Anthony Davis a New Orleans).

New York pagará 3.72 milhões de dólares por um contrato de uma temporada para Jason Smith. A sua contratação, junto com a troca de Chandler e Felton e a renovação de Carmelo Anthony, fecham o plantel de quinze jogadores do Knicks (contando com Cleanthony Early e Jeremy Tyler, que é opção do time). Nada ainda está garantido, mas já mostra que os jogadores que quiserem um lugar terão que mostrar serviço.

É isso que os jogadores da Summer League estão fazendo. Com três jogos (e três vitórias) até aqui, vários jogadores impressionaram. Langston Galloway foi o cestinha da vitória contra o Hornets, enquanto Thanasis Antetokounmpo roubava bolas e trazia energia para quadra.

sábado, 12 de julho de 2014

Carmelo Anthony continua com o Knicks!


Como ele e sua esposa já tinham dito, era o desejo do jogador permanecer como jogador do Knicks. Phil Jackson ofereceu cinco contratos diferentes para ele e Carmelo aceitou ficar na franquia por mais cinco anos.

Os detalhes ainda não foram divulgados, mas, segundo Adrian Wojnarowski, do site Yahoo!, Melo vai ganhar pelo menos cento e vinte milhões nesses cinco anos de contrato, mas pode aceitar menos que o máximo.

O contrato é grande, mas justo. Todas as últimas aquisições do mercado da NBA poderiam ser consideradas altas, como se o time estivesse supervalorizando os jogadores. É simples, se todos os times estão supervalorizando, nenhum está. Ou você entra no jogo ou não contrata ninguém. Carmelo é uma estrela e tinha a opção de ir para o Los Angeles Lakers, Chicago Bulls, Houston Rockets, entre outros.

O SF/PF parece que está se tornando melhor com a idade. Ele já foi sete vezes ao All Star Game em sua carreira e tem médias de 26.5 pontos e 7.1 rebotes com 44% FG desde que chegou ao Knicks, quatro anos atrás. Já nas duas últimas temporadas, Melo acumulou médias de 28 pontos, 7.5 rebotes, 3.1 assistências e 1 roubada de bola, com 45% FG e 39,1% da linha de 3. Ele também parece mais preocupado com a defesa (principalmente quando joga de ala-pivô), e isso está sendo mostrado em quadra diversas vezes.

O jogador tem o recorde de mais pontos marcados na Madison Square Garden, e essa partida é mais uma das provas que, se ele estiver em um dia bom, pode decidir qualquer partida.

O mais difícil de conseguir na NBA é o franchise player, uma estrela para comandar o time. New York já tinha, e precisava manter. As decisões de Phil Jackson até aqui foram excelentes, e essa não é diferente.

Assim que os detalhes do contrato forem divulgados, esse post será atualizado.

ATUALIZAÇÃO: Segundo Marc Berman do NY Post, o contrato de Carmelo está entre 122 e 123 milhões de dólares pelos cinco anos.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Knicks define time para Summer League 2014


Com Tim Hardaway Jr, Shane Larkin, Jeremy Tyler e Cole Aldrich, o Knicks confirma o seu time para a Summer League, que acontecerá em Las Vegas, começando no dia onze de julho. O elenco completo ficará assim:

Guards (armadores e ala-armadores) : Shane Larkin, Brandon Triche, Zane Johnson, Langston Galloway, Shannon Brown e Tim Hardaway Jr.

Forwards (alas e ala-pivô): Will Sheehey, Cleanthony Early, Thanasis Antetokounmpo, Cameron Moore e Jeremy Tyler

Centers (pivôs): Jordan Henriquez, Jordan Vanderberg e Cole Aldrich.

Com exceção de Shannon Brown (28), todos os jogadores tem vinte e cinco anos ou menos. É um time jovem, que tentará impressionar para conseguir uma vaga no elenco principal.

As principais promessas são Cleanthony Early e Shane Larkin. Cleanthony foi a escolha do Knicks na primeira rodada do draft de 2014 e parece ser um bom jogador. Teve médias de 16.4 pontos e 5.9 rebotes por jogo na última temporada da NCAA, com 48% FG. Ele melhorou bastante seu arremesso de 3, conseguindo acertar 37% das tentativas, arremessando quase cinco bolas por jogo. É uma boa hora para conhecer o jogador.

Shane Larkin foi adquirido na troca por Felton e Chandler. Larkin não foi bem na sua primeira temporada da NBA, mas uma mudança de ambiente pode fazer bem e ele foi bem na Universidade de Miami, conseguindo 14.5 pontos com ótimos 40.6% da linha de 3.

Além deles, Langston Galloway e Cameron Moore podem surpreender. Langston teve médias de 17.7 pontos, com 44% da linha de 3 no Saint Joseph's Hawks. Como os números mostram, ele é um ótimo arremessador de três pontos, e já chegou a quebrar um recorde da franquia.

Já Moore conseguiu 16.1 pontos, 10.5 rebotes e 2.4 blocks por partida na sua última temporada na NCAA.

Esses rookies farão companhia para jogadores que já se provaram, como Tim Hardaway Jr e Jeremy Tyler. Esses não vão surpreender porque já sabemos do que podem fazer.

O Knicks vai jogar pelo menos cinco jogos em Las Vegas. Os jogos com horários já confirmados são todos às 17h de Brasilia (1PM do horário do Pacifico) e serão jogados contra o Dallas Mavericks (dia 11), Portland Trail Blazers (dia 12) e Charlotte Hornets (dia 14). O time será treinado por Derek Fisher, logo também é uma oportunidade de ver como o novo técnico do Knicks comanda um time.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Knicks troca Raymond Felton e Tyson Chandler

Felton e Chandler não são mais jogadores do Knicks.
Phil Jackson começa seu trabalho. Segundo a ESPN, ele enviou Raymond Felton e Tyson Chandler para o Dallas Mavericks e recebeu Jose Calderon, Samuel Dalembert, Shane Larkin, Wayne Ellington e as duas escolhas de segunda rodada dessa draft do time texano, que são a 34° e a 51°.

Jose Calderon, um armador de trinta e dois anos de idade, teve médias de 11.4 pontos e 4.7 assistências em 30.5 minutos por partida na última temporada. A principal arma dele é a bola de três, apresentando médias de 41.1% de lá na carreira e incríveis 44.9% na última temporada, arremessando mais de cinco bolas por jogo. A defesa nunca foi o ponto forte de Calderon, mas ele é considerado um defensor melhor do que quem ele vai substituir, Raymond Felton.

Samuel Dalembert, um pivô também veterano, teve médias de 6.6 pontos e 6.8 rebotes na última temporada em 20 minutos por partida. Embora esteja longe de ser estrela, pode ser útil se o time decidir aceitá-lo, já que ele tem uma Team Option de $3,867,282.

Wayne Ellington e Shane Larkin não conseguiram render muito no Mavs. Nenhum conseguiu mais que cinco pontos por jogo e acabaram ficando com poucos minutos em quadra. Entretanto, Larkin ainda é rookie e pode melhorar. Ele apresentou boas médias na NCAA, mostrando uma boa defesa, velocidade e um bom arremesso do perímetro. Ellington também é um bom chutador de 3 (38% na carreira, 42% na última temporada) e pode ajudar.

As picks foram boas aquisições. Em um draft tão bom, Phil pode conseguir um bom jogador ou até trocar por uma escolha mais alta. E vale lembrar que até então o Knicks não tinha nenhuma participação nesse draft.

Tyson Chandler volta para o seu antigo time, onde fez uma de suas melhores temporada e é bastante conhecido e apreciado pela torcida. Já Raymond Felton, se quiser, pode carregar suas armas sem preocupação pelo Texas.

É a primeira troca feita por Phil Jackson, e tudo indica que foi uma ótima troca para o Knicks. O começo da participação dele na franquia, até agora, é excelente.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Derek Fisher é o novo técnico do Knicks

 
Phil Jackson finalmente chegou a uma decisão. A busca por um novo técnico demorou um bom tempo, e até ele chegou a ser considerado para o cargo (que, por motivos de saúde, não pôde aceitar).

Será o primeira chance de Fisher no cargo. O ex-armador, cinco vezes campeão da NBA, nunca foi o principal jogador de uma franquia, mas foi treinado por Phil por vários anos, conhece o seu estilo de jogo e aparentemente tem sua confiança.  Ele receberá vinte e cinco milhões de dólares por cinco anos de contrato (que, pela falta de experiência, realmente pode ser exagerado).

É impossível saber o que acontecerá agora, mas é bem provável que Phil seja como um mentor para Fisher, ensinando as suas táticas - o famoso triangulo -, assim como dando conselhos sobre relacionamento com jogadores. Por isso, apostar em um técnico novato pode ser uma boa escolha de Jackson, já que não tem que entrar em conflito em diferença de estilo com o escolhido.

Phil Jackson está fazendo suas mudanças na franquia. Ele ainda tem trabalho a fazer, mas essa é uma das suas primeiras decisões importantes. Boa sorte, Derek Fisher!

sábado, 31 de maio de 2014

Lendas do Knicks - #30 Bernard King

 
Nome: Bernard King
Posição: SF (Small Forward - Ala)
Altura: 6'7 (2,01m)
Draft: Draftado com a 7th pick no Draft de 1977
Médias com o Knicks: 26.5 PPG, 5.2 RPG, 2.8 APG, 1.2 SPG, 54% FG, 76% FT.
Honras: 1977-78 All-NBA Rookie Team, 4x All-NBA Team, 6x Player of the Week, 2x Player of the Month, 4x NBA All-Star. Eleito para o Hall da Fama.

King começou a jogar basquete na terceira série, na escola. Nenhum dos seus amigos conseguia colocar a bola na cesta, e isso o incomodava bastante. E, quando conseguiu, disse que "fazer uma cesta é um sentimento sensacional". Era o começo da jornada no esporte de um dos melhores da história.

Naquele tempo, a Big East ainda não existia. Por causa disso, os melhores jogadores da área geralmente saiam de New York para ir a algum "college". Foi o caso de Bernard, que chamou atenção por suas ótimas atuações e foi chamado para a Universidade do Tennessee.

Aos 18 anos, King foi para o Tennessee disposto a se provar como jogador. E, por isso, começou uma nova Era na Universidade. King marcou 42 pontos no seu primeiro jogo como calouro, um alerta para os que não conheciam. Ele tinha um talento especial, era muito difícil marca-lo. Se você optasse por marcação por zona, ele podia acertar cada jump-shot existente. Se optasse por marcação individual, ele podia te dominar no post up. As suas médias de 26.4 pontos e 12.3 rebotes eram ótimas para o seu primeiro ano.

Com a ajuda de Ernie Grunfeld (que fez parceria com Bernard), King mudou a fama de Tennessee de ser um local só de futebol americano. Como resultado, além da média geral de 25.8 pontos e 13.2 rebotes nos 3 anos lá, King foi eleito duas vezes para o NCAA AP All-America e ganhou o prêmio de jogador do ano da SEC (Conferencia Sudeste) em todos os seus anos na Universidade, chamando assim a atenção de vários times da NBA.

Infelizmente, não foi aí que começou sua jornada com o Knicks. King iria passar por diversos problemas, algumas honras (como o de ser escolhido para o time de novatos ou o de ser escolhido para o time ideal na NBA na temporada) e três times antes de chegar ao Madison Square Garden. O garoto de Brooklyn veria seu sonho se realizar.

"Eu cresci vendo Willis Reed, Dave DeBusschere, Earl Monroe e Walt Frazier. Então, pra mim, quando eu coloco esse uniforme, eu represento a história do Knicks. Eu represento Brooklyn. Eu represento a cidade. Represento a minha casa. E você só vai ver e conseguir o melhor de mim.", disse King. Viver esse sonho influenciou ele.

A facilidade com que ele entrava na intensidade de um jogo, algo que seus companheiros chamavam de "the game face", é algo sensacional. King era um pontuador nato, uma maquina ofensiva. Marcando quase 33 pontos por jogo, King brigou com Larry Bird até o último minuto pelo MVP da temporada. Não deu. Apesar de sensacional, o jogo de King não chamava tanta atenção. Não podíamos dizer o mesmo do conjunto da obra. Bernard marcou 100 pontos em duas noites. Primeiramente, uma atuação extraordinária contra o Spurs, 50 pontos em 86% FG (20-23), só para marcar os mesmos 50 na noite posterior, contra o Dallas Mavericks. 60 pontos em 63% FG (19-30) como presente de Natal para o New Jersey Nets.

Mas King não era efetivo somente em pequenos períodos de tempo. Média de 30 pontos por jogo em 60% FG durante 40 partidas. Não era efetivo somente na temporada regular. Média de 42.6 pontos por jogo em 60% FG na série contra o Pistons de Isiah Thomas, Marcando 44 no jogo decisivo em Detroit, decidindo na prorrogação, apesar de 39° graus de febre, só pensando que a vitoria não seria negada à ele.

Seu aproveitamento parecia algo tirado de videogame. Era genuinamente surpreendente quando King errava. Volte aos Playoffs. Com o Knicks, King teve médias de 31 pontos por jogo com 57% FG nas duas pós-temporada que disputou, além dos 5.4 rebotes e 2.7 assistências. Seu talento era magnifico e finalmente o mundo da NBA estava vendo isso. E aí, uma lesão parou sua carreira. King fez 12 pontos em 6 minutos contra o Kansas City Kings, antes de cair embaixo da cesta segurando o joelho. Ruptura no ligamento cruzado anterior.

Ninguém voltava dessa lesão na época. Seria necessário uma cirurgia reabilitadora geral e anos de reabilitação só para recuperar as funções básicas. Foi assim que pensou a diretoria do Knicks. O Garden explodiu quando ele foi anunciado, exatamente no 76° jogo da temporada 1986-87 (exatamente um ano depois). Todos esperavam uma recuperação. Tomando a decisão de o trocar para o Wizards, o time perdeu a chance de vê-lo jogando com um tal de Patrick Ewing. King, mais uma vez, passou por cima das adversidades e voltou a ser uma estrela.

A NBA já o reconheceu como estrela que ele é, e uma prova disso é a sua eleição para o Hall da Fama. A Universidade do Tennessee também, aposentando o seu número 53 - inclusive, foi a primeira vez que a Universidade aposentou algum número - e o homenageando. Só falta um certo time de New York. Seu número, o 30, já deveria estar exposto nas paredes do Madison Square Garden. Quem sabe nos próximos anos.

sábado, 17 de maio de 2014

Lendas do Knicks - #33 Patrick Ewing


Nome: Patrick Aloysius Ewing
Posição: C (Center - Pivô)
Altura: 7'0 (2,13 cm)
Draft: Draftado pelo Knicks com a 1st pick no draft de 1985
Médias com o Knicks: 22.8 PPG, 10.4 RPG, 2.7 BPG, 2.0 APG, 1.0 SPG, 50% FG, 74% FT.

Honras: 1985-86 Rookie of the Year & All-Rookie Team, 11x NBA All Star, 7x All-NBA Team, 3x All-Defensive Team. Eleito para o Hall da Fama do basquete. Maior número de pontos marcados pelo Knicks. Seu número, o 33, foi aposentado pela franquia. Eleito como um dos 50 melhores jogadores da história da NBA.

Em 1985, a NBA usou pela primeira vez a famosa "loteria de draft", feita para impedir que os times perdessem de proposito para conseguir a primeira escolha. A solução da NBA pode não ter sido a melhor possível, mas a preocupação era fácil de entender. Um pivô de Georgetown estava conseguindo todos os prêmios da NCAA (incluindo dois de melhor jogador da Big East, o de melhor jogador do Final Four e claro, o campeonato de 1984), com médias incríveis e mostrando um talento para jogar perto da cesta incomum até aos melhores da época. Esse pivô é muito conhecido por nós, torcedores do Knicks, hoje. Consegui-lo seria a certeza de uma mudança de direção para qualquer franquia.

O Knicks vinha mal. Bernard King fazia 32 pontos por jogo com a naturalidade que respiramos, mas mesmo assim não conseguia levar vitórias para o time. Todos pensavam que uma presença forte no garrafão resolveria o problema, já tendo uma ótima opção de pontuação em King. A torcida ficou eufórica com a escolha de Ewing - algo que pode ser mostrado pelos presentes no Felt Forum no dia do draft - e ninguém poderia culpá-los por isso. Mas as lesões de King, que o fizeram perder praticamente as próximas duas temporadas, impediram qualquer chance de sucesso nesse período. É duplamente triste, levando em conta o talento dos dois.

Mas precisávamos seguir em frente. Em 1987-88, já com a ajuda de Mark Jackson à Ewing e Gerald Wilkins, o Knicks finalmente voltou aos Playoffs. Ewing já mostrava que não estava de brincadeira, e teve médias de 18.8 pontos, 12.8 rebotes, 3.3 blocks, 2.5 assistências e 1.5 roubadas de bola. Foi uma visita rápida, é verdade, mas também seria a primeira de 15 aparições consecutivas.

Uma temporada de 52 vitorias e o título da Divisão Atlântico nos esperava a seguir (nem preciso dizer que a presença de Charles Oakley também fez diferença, né?). O time começou a realmente competir nos Playoffs, Ewing começou a mostrar todo o seu talento - apesar de ótimas, as médias de 22.7 pontos e 9.7 rebotes, com 57% FG, não foram as melhores da carreira de Ewing, por isso só começando -, mas basta dizer que o time cedeu 112 pontos por jogo que é óbvio que não parece o melhor Knicks da época, certo?

O time tentou fazer algumas mudanças, como contratar Maurice Cheeks. Mas isso não ajudou muito. Apesar de eliminar o Celtics nos Playoffs daquela temporada (que contou com uma bola de três sensacional de Pat), o time perdeu mais jogos e acabou sobrecarregando Ewing, que respondeu muito bem, com médias que beiravam os 30 pontos e 11 rebotes, tanto na temporada regular quanto na pós-temporada, apesar da eliminação na fase seguinte.

A temporada a seguir foi um alerta. O Knicks voltou a perder mais jogos que ganhar depois de muito tempo, e pela primeira vez em 7 anos um jogo de Playoffs em New York não foi completamente lotado. O time estava perto de perder o seu melhor jogador, o que fez o presidente Dave Checketts dar uma declaração ao NY Times dizendo que: "prefiro construir um time ao redor de Ewing que o trocar por vários jogadores". Algo precisava ser feito. Nada mais de John MacLeod ou Stu Jakcson como técnicos, precisávamos de uma mudança de perspectiva, de estilo. De uma nova tática.

Muitos jogadores foram trocados e, felizmente, Ewing não estava entre eles. Xavier McDaniel e Anthony Mason, junto com o melhor entrosamento de John Starks, caíram como uma luva para a estrategia defensiva de Pat Riley. A equipe cedeu apenas 97.7 pontos por partida e voltou ao caminho das vitorias, trabalhando pesado por cada jogo. A diversão voltou ao Garden; as 51 vitorias, e os 24 PPG e 11.2 RPG de Ewing eram provas disso.

E dias melhores ainda viriam. 60 vitorias, 95.4 pontos cedidos por partida (melhor defesa da NBA), o título da Divisão Atlântico e uma final de conferência, mais precisamente. 1993 foi um ano bom, a torcida compareceu (não que isso fosse novidade), mas o time parou no Bulls. Isso foi uma bela decepção, mas mudaria em breve.

Havia uma esperança por 1994 em cada torcedor Knickerbocker. Músicas foram feitas, o Garden ficou lotado diversas vezes e a euforia da torcida contagiava. Tudo com um objetivo, claro: apoiar o Knicks. Os vizinhos de New Jersey foram os primeiros adversários, eliminados em quatro jogos. Aí, enfrentaríamos o Bulls novamente.
Previsão bem confiante de Ewing antes da série.
Acredito que ninguém esperava uma série fácil. Cada time ganhou os jogos em casa, contando com lances polêmicos - apesar de decisões certas, em minha opinião - como a falta de Pippen em Hubert Davis no jogo 5. Mas estávamos de volta ao Madison Square Garden para um decisivo jogo 7. O Knicks foi para o intervalo um ponto a frente, mas muito graças a Oakley, que foi o principal jogador do time, enquanto Ewing ficou zerado. Era um jogo decisivo em um 2° tempo mais decisivo ainda, será que Patrick continuaria assim? A resposta é óbvia: claro que não. Ele voltou bem melhor do intervalo, terminando o jogo com 18 pontos, 17 rebotes e 6 assistências, trazendo uma comemoração épica para a torcida.

E então, o Pacers. O mesmo adversário (de quem ganhamos) do ano anterior. Em todos os confrontos entre Knicks e Pacers, o ganhador do primeiro jogo saiu vitorioso da série. Então, o NYK ganhou o primeiro jogo por 100 a 89. Passamos por um momento difícil depois de perder o jogo 5 em New York. Indiana poderia decidir em pleno Market Square Arena. Colocaram a culpa em Spike Lee (não, isso não é invenção minha), que foi "salvo" pela ótima atuação de John Starks no jogo 6. Voltando a New York para o jogo 7, tudo ficou mais fácil. Claro que fácil para os padrões do Knicks da década de 90 é uma vitoria por 4 pontos, com direito a 24 pontos, 22 rebotes, 7 assistências e 5 blocks de Ewing, mas tudo bem. Estávamos na final.

Muita coisa impediu que aquele título viesse. Claro que é natural culpar John Starks por aquele último arremesso, mas muita coisa nos impediram de sair vitoriosos, mesmo que tenha sido por tão pouco. Enfim...

O time tinha que voltar a luta. Mais uma boa temporada, seguida por uma série cheia de erros contra o Pacers nos Playoffs . De 1995 a 1997, o Knicks só perdeu um jogo na 1° rodada, o problema é o que acontecia depois dali.

Precisávamos nos vingar pela derrota polêmica de 1997 para o Heat na 1° rodada (não vou entrar em detalhes do porquê a série foi duvidosa, mas você pode ler um excelente texto sobre isso clicando aqui). O elenco era completamente diferente daquele de 1994. Jogadores como Allan Houston e Larry Johnson faziam companhia para veteranos como Ewing e Oakley. Como era de se esperar de uma série entre Knicks e Heat, ainda mais sem poder contar com a presença de Ewing em nenhuma das partidas, todos os jogos possíveis foram necessários. O jogo decisivo foi bom, relativamente fácil (se você esquecer uma reação do Heat que cortou uma vantagem de 20 pontos para 2), e passamos.

Mas Ewing não estava 100% e teve que jogar na próxima fase, mesmo ainda estando em estado de recuperação da lesão sofrida na temporada regular. Seu esforço foi admirável, mas em vão.

A temporada de 1999 seria menor, por causa do locaute. Naquela época Ewing já tinha 36 anos, e ser o presidente da associação dos jogadores o impedia de treinar. Depois de perder uma temporada por uma lesão no pulso, não parecia a melhor opção. O Knicks tratou de reforçar o elenco, trazendo Sprewell e Marcus Camby. Perder Oakley e Starks nessas trocas fez o time ir atrás de Kurt Thomas. E essa provavelmente foi a temporada mais dramática da carreira do agora único remanescente do time de 1994.

Depois de ficar meses em reuniões, já fora do auge e com um elenco novo, não foi fácil para o pivô, que chegou a precisar jogar três jogos em três noites. Mais drama veio com mais uma lesão de Ewing, e, na verdade, o que não faltou naquela temporada foi drama.

Ewing participou de apenas 11 (dos 20) jogos da brilhante pós-temporada daquele ano, a maioria deles no esforço. Ele não parou de perder jogos também na temporada 1999-00 - apesar de jogar 62 partidas -, e isso deve ter sido um dos motivos para a troca do jogador. Foi o fim de uma Era.

Não vale a pena discutir os motivos que fizeram aquela troca acontecer. Já aconteceu, e considerando a carreira e a importância do jogador para a franquia, existem milhares de assuntos melhores sobre ele para discutir.

Patrick Ewing é, sem dúvida nenhuma, um dos melhores da história do Knicks. Sua importância para a franquia foi gigante, assim como o seu legado. Isso não vai ser mostrado apenas com um número aposentado, homenagens, documentários ou um texto como esse, mas algo precisava ser feito.

sábado, 10 de maio de 2014

Lendas do Knicks - #10 Walt Frazier


Nome: Walter Frazier Jr

Posição: PG (Point Guard - Armador)

Altura: 6'4 (1,93m)

Draft: Draftado pelo Knicks com a 5th pick no draft de 1967

Médias com o Knicks: 19.3 PPG, 6.1 APG, 5.9 RPG, 1.9 SPG, 49% FG, 78% FT

Honras: 7x NBA All Star, 4x All-NBA First Team, 2x All-NBA Second Team, 7x All-NBA Defensive First Team, NBA all-Rookie First Team. Eleito para o Hall da Fama. Número 10 aposentado pelo Knicks. Eleito como um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos.

Com um apelido dado pelo herói popular Clyde Barrow, do filme Bonnie and Clyde, Walt Frazier foi o armador do Knicks por dez anos, de 1967 à 1977. Ele saiu com os recordes de mais pontos, assistências, partidas e minutos jogados pelo time.

Clyde não foi um grande jogador logo na sua primeira temporada. Os seus primeiros jogos com o Knicks foram terríveis. Ele era reserva e não ficou nem no banco nas cinco primeiras partidas do time. Dick McGuire não conseguia fazer a equipe vencer (15-22 até ali), e Clyde também não jogava bem sobre seu comando.

Com a ajuda de Red Holzman, novo técnico do Knicks (que acabaria sendo o melhor da historia da franquia), Frazier melhorou. Red soube usar o principal aspecto do jogo do armador: a defesa. Ele deu mais tempo de quadra para o rookie e acabou descobrindo uma coisa: Clyde era demais. Ele era rápido suficiente para roubar bolas diversas vezes, mas ainda assim tinha uma visão do que acontecia no perímetro que era simplesmente sensacional. Parecia que ele sabia o que o adversário iria fazer na sua próxima jogada antes mesmo dele. Ao final da temporada, as médias de Clyde eram de 9 pontos, 4 assistências e 4 rebotes em 21 minutos por partida, sendo escolhido para o time dos novatos daquela temporada, nada mal para quem começou tão mal. Mas o melhor ainda estava por vir.

Com Holzman, o Knicks já tinha ido aos Playoffs na temporada 1967-68 (o que parecia bem difícil quando ele assumiu). Na seguinte, o time chegou a Final da Divisão Leste (sim, isso existia naquele tempo). Tudo parecia bem, o time estava melhorando, assim como Frazier, que agora era titular e tinha sido escolhido para o time defensivo da NBA (a primeira de sete seguidas).

E o time mostrou que tinha melhorado. A temporada regular 1969-70 do Knicks acabou com uma campanha de 60 vitorias e 22 derrotas (incluindo uma sequência de 18 vitorias seguidas, recorde da NBA naquela época), Frazier fazia a melhor temporada de sua curta carreira (20.9 PPG, 8.2 APG e 6.0 RPG em 51% FG), Willis Reed foi escolhido o MVP... Mas faltava alguma coisa. O Knicks precisava que o time conseguisse ir bem nos Playoffs.

E não decepcionaram. Com séries difíceis contra Baltimore Bullets, Milwaukee Bucks e Los Angeles Lakers, o Knicks foi o campeão.

Mas nada diria mais sobre Clyde que a série contra o Lakers. Série empatada em 3-3, último jogo no Madison Square Garden e o MVP Reed continuava lesionado. Willis entrou em quadra, mas não como o jogador que era. Frazier comandou o time. Frazier terminou o jogo 7 com incríveis 36 pontos, 19 (!!!!!) assistências, 7 rebotes e 4 roubadas de bola, simplesmente a maior atuação da historia em um jogo 7 de Finais. Ele era bom assim. "Não tenho duvidas de que aquele campeonato foi o melhor momento da minha carreira, eu penso naquele time todo dia!", disse Frazier anos depois sobre essa equipe, que seria escolhida como uma das 10 melhores de todos os tempos.

O Knicks continuou fazendo boas temporadas, mas ficou claro que faltava alguma coisa neles para repetir esse feito. E, em 1972 o time conseguiu outra jogador que seria um dos maiores da franquia, Earl Monroe. Earl não teve um grande impacto no time nos primeiros jogos. Mas, já na primeira temporada completa com Clyde e a franquia, ele ajudou o Knicks a conseguir o 2° título.
Frazier e Monroe com o anel de campeão de 1973 (Foto: ESPN)
Bem, o que podemos dizer sobre Clyde nessa temporada? Talvez a sua decisiva participação no jogo 7 da Final do Leste em pleno Boston Garden? Ou os 37 pontos no jogo 3 da mesma série? Ou a média de 20.9 PPG, 6.9 APG, 6.7 APG e 2.0 SPG naquela temporada regular? Você escolhe.

Depois de se aposentar como jogador, Clyde foi para o ramo de televisões. Hoje ele é comentarista dos jogos do Knicks pela rede MSG Networks onde nos diverte com frases como  "eu fazia Yoga antigamente, mas parei porque quando dizia para os meus amigos eles pensavam que eu estava fazendo iogurte".  

Walt Frazier ainda foi eleito para o Hall da Fama e como um dos 50 melhores jogadores da historia da NBA. Seu número 10 foi aposentado pelo Knicks.

Outros jogadores já falaram sobre Clyde:

"O time é do Clyde, ele só nos deixa jogar de vez em quando" - Willis Reed

"A melhor coisa sobre Walt é o jeito que ele lida com a mão, como antecipa as jogadas" - Red Holzman

"Ele é o único jogador que já vi que eu descreveria como um artista, alguém que leva o jogo como uma obra de arte. Não é que ele roube bolas, é que ele faz os adversários pensarem que ele está prestes a roubar em todas as posses, assim ele pode roubar quando bem entender." - Bill Bradley

E o próprio Frazier já se descreveu:

"Acho que a melhor parte de mim como jogador era a maneira como eu lidava com a pressão. Eu era capaz de fazer uma grande jogada quando o time mais precisava. Eu tinha um jogo completo, sem grandes fraquezas."

E ele está certo. Naquela época, o Garden costumava gritar por defesa nos minutos finais das partidas. Os torcedores acreditavam, e os adversários temiam que algumas posses magicas de Clyde na defesa virasse o jogo.

Clyde é um dos melhores jogadores da historia do Knicks (se não o melhor). Uma verdadeira lenda da franquia.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Knicks demite o técnico Mike Woodson

Sem surpresas aqui. Depois dos Playoffs de 2013, que ele mostrou pouca ou nenhuma opção para mudar a forma de jogo do time diante de uma adversidade, me arrisco a dizer que muitos já pediram sua saída. O treinador concedeu uma entrevista e aparentemente entendeu a decisão da diretoria: "Estou bem.  Venho fazendo isso há um bom tempo. É hora de seguir em frente", ele disse.

Woodson tinha feito boas temporadas com o Knicks. Mas não foi bem na pós-temporada de 2012 e foi horrendo na de 2013. Quando realmente importava, ele errava muito.

Já na temporada 2013-2014, ele insistiu em tudo de errado, pelo máximo tempo possível. No começo, quando JR estava voltando de uma cirurgia e estava longe de uma boa forma, Woodson dava 30+ minutos por jogo para ele, mesmo com a defesa ruim e ataque ineficiente. A insistência em usar Andrea Bargnani e Amar'e Stoudemire juntos, mesmo com tudo provando que essa era a pior coisa que ele podia fazer com a frontcourt... Entre outras coisas.

Enfim, acho que mesmo quem não queria já esperava sua saída. Realmente é tempo de seguir em frente, e Phil Jackson e a diretoria já começaram a busca por um novo técnico. O nome de Steve Kerr, ex-jogador e agora comentarista, circula muito na mídia de New York. Alguns nomes como o de Jeff Van Gundy também são considerados por jornalistas. Phil disse a repórteres que "chegou o momento de uma mudança na franquia para começarmos a jornada para um futuro melhor, a partir da próxima temporada".

sábado, 19 de abril de 2014

De esperançosa para decepcionante, a temporada do Knicks:

Acabamos de sair de uma temporada de mais de cinquenta vitorias. Contratamos (ou renovamos o contrato) de ótimos defensores, como Ron Artest (Metta World Peace) e Kenyon Martin. Tínhamos uma estrela em Carmelo Anthony e um elenco em JR Smith, Tyson Chandler, Iman Shumpert e etc, certo? Errado. A temporada parece que foi feita para provar a Lei de Murphy: deu tudo errado, da pior maneira, no pior momento, de modo que causou o maior dano possível.

Nos primeiros vinte e quatro minutos de basquete, tudo parecia perfeito. Uma vantagem de 25 pontos contra o Bucks, que todos pensavam que seria um time de Playoffs, no intervalo, com o time jogando muito bem. Teve gente até que achou que esse time seria melhor que o da temporada passada. Mas o intervalo acabou e veio um aviso do que seria a temporada. A vitoria veio, mas com muito trabalho.

Eu pensei que o problema fosse simplesmente entrosamento. Demorei a perceber e admitir que Bargnani é um problema para o time. Afinal, com Tyson Chandler jogando muito bem e com Carmelo não poderíamos ter uma temporada ruim, né? JR Smith ainda não tinha voltado, com o tempo iria melhorar. Mas ficou claro que não era isso. Uma sequência de nove derrotas seguidas, contando ainda com uma lesão de Chandler, mostrou que era algo bem pior que isso.

Duas vitorias seguidas por trinta ou mais pontos, contando com a maior vitoria da história do Knicks contra o Magic, enganou alguns. Mas isso não duraria muito tempo. Derrotas humilhantes para adversários fracos e derrotas sofridas contra times péssimos voltariam a acontecer.

Bargnani jogando de pivô não funcionou, obviamente. Amar'e estava atuando como o pior jogador da NBA, por muito. Chandler voltou a quadra, mas não como estava jogando. Para piorar, Kenyon Martin se lesionou. Tyson simplesmente não era o mesmo. Ele deveria proteger o aro, mas os adversários simplesmente atacavam o aro quando quisessem, como se um tapete vermelho estivesse lá.

As lesões não perdoaram. Carmelo perdeu três jogos, Shumpert não jogou em alguns. Felton machucou o dedo. Ron Artest nem parecia que estava no elenco...

2013 acabou e parecia que um novo time apareceu para 2014. Seis vitorias seguidas, passando por jogos muito difíceis, como o contra o Spurs em San Antonio. Mas uma série de cinco derrotas seguidas logo após isso nos trouxe de volta a vida real. A montanha russa continuou. Sete derrotas seguidas imediatamente antes de uma série de nove vitorias seguidas, depois duas derrotas humilhantes para times ruins. Lógica pra que, né?

Muitos fizeram a besteira de esperar uma reação e até comparar com times históricos, inclusive eu. O time tinha talento, mas um outro problema impedia qualquer chance de vaga de pós-temporada: o técnico é ruim. Mike Woodson errou diversas vezes, até mesmo em coisas mais simples que respirar. Mas errar é humano, né? Mas permanecer no erro é idiotice, e foi exatamente o que ele fez. Se recusando a usar as melhores lineups, usando Carmelo mesmo quando ele mal podia usar o braço direito, entre outras coisas que dariam um livro se fossem escritas.

Claro, Woodson não é o único culpado. Beno Udrih, que foi contratado para ser mais uma boa opção saindo do banco, não rendeu absolutamente nada. Ele fazia Amar'e Stoudemire parecer Walt Frazier na defesa, se comparado a ele. JR Smith foi extremamente irregular, apesar de melhorar no final. Shumpert não conseguiu render o esperado dele, foi bem pior que isso.

Enfim, a temporada que devia nos impor como um time que briga por título virou um pesadelo. Já vivenciamos equipes ruins nesse século, mas é muito pior quando você espera uma boa temporada deles. O que aconteceu foi simplesmente péssimo. Espero nunca mais ter que assistir uma temporada dessa.

Agradecimentos: Pistons Brasil.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Prévia: NY Knicks x Toronto Raptors


Local: Air Canada Centre, Toronto, Canadá.
Horário de Brasilia: 20h:00min
Horário Americano: 07:00 PM ET 

Para ver esse jogos do Knicks pela Internet, clique aqui 

Campanhas:

NY Knicks: 33-45
Toronto Raptors: 46-32

Escalações (podem ser alteradas):

NY Knicks:

G: Raymond Felton
G: JR Smith
F: Carmelo Anthony
F: Amar'e Stoudemire
C: Tyson Chandler

Técnico: Mike Woodson

Raptors

G: Kyle Lowry 
G: DeMar DeRozan
F: Terrence Ross
F: Amir Johnson
C: Jonas Valanciunas 

Técnico: Dwane Casey

Principais jogadores:

Knicks: Carmelo Anthony
Raptors: DeMar DeRozan e Kyle Lowry 

É a reta final da temporada. O Knicks provavelmente precisará vencer todas as partidas restantes para conseguir uma vaga nos Playoffs e vai ao Canadá enfrentar o Raptors. 

Mas a situação não é boa. O principal jogador do time, Carmelo, não está 100%, com um problema no ombro direito. Nada oficial, mas Raymond Felton pode ter problemas para sair do território americano, pois já foi preso.

domingo, 6 de abril de 2014

Prévia: NY Knicks x Miami Heat


Local: American Airlines Arena, Miami, FL.
Horário de Brasilia: 14h:00min.
Horário Americano: 01:00 PM ET 

Para ver esse jogo do Knicks pela Internet, clique aqui

Campanhas:

NY Knicks: 33-44
Miami Heat: 52-23

Escalações (podem ser alteradas):

NY Knicks:

G: Raymond Felton
G: JR Smith
F: Carmelo Anthony
F: Amar'e Stoudemire
C: Tyson Chandler 

Técnico: Mike Woodson

Miami Heat

G: Mario Chalmers
G: Dwyane Wade
F: LeBron James
F: Udonis Haslem
C: Chris Bosh

Técnico: Erik Spoelstra

Principais jogadores:

Knicks: Carmelo Anthony
Heat: LeBron James e Chris Bosh

Há exatos 44 anos, o Knicks ganhou o primeiro jogo 7 de Playoffs da historia da franquia, contando com 24 pontos cada de Dick Barnett e Dave DeBusschere. Tempos e contextos diferentes, mas hoje também provavelmente precisaremos de uma grande atuação de um jogador. Ainda mais sabendo que Carmelo Anthony não está 100% (apesar de ser provável que jogue).

O Knicks ganhou cinquenta e nove jogos contra o Miami Heat em cento e três jogos. Seria uma bela hora para a sexagésima vitoria, já que o time ainda briga por Playoffs e esse é um jogo muito importante.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Prévia: NY Knicks x Washington Wizards

Creditos da foto à The Knicks Wall
Local: Madison Square Garden, New York, NY.
Horário de Brasilia: 20h:30min.
Horário Americano: 07:30 PM 

Para ver os jogos do Knicks pela Internet, clique aqui

Campanhas:

NY Knicks: 33-43
Washington Wizards: 39-36

Escalações (podem ser alteradas):

NY Knicks:

G: Raymond Felton
G: JR Smith
F: Carmelo Anthony
F: Amar'e Stoudemire
C: Tyson Chandler

Técnico: Mike Woodson

Wizards

G: John Wall
G: Bradley Beal
F: Trevor Ariza
F: Trevor Booker
C: Marcin Gortat

Técnico: Randy Wittman

Principais jogadores:

Knicks: Carmelo Anthony
Wizards: John Wall e Bradley Beal   

Primeiro jogo do mês de Abril. É o período decisivo da temporada e o que costuma ser o melhor na carreira de Carmelo Anthony. O Knicks vem com confiança por causa das últimas vitorias, a mais recente sobre o Brooklyn Nets. 

John Wall e Bradley Beal formam uma backcourt com muito talento e potencial. O armador já é um dos melhores da sua posição na NBA e tem ótimas médias de 19.8 pontos, 8.7 assistências, 4.1 rebotes e  1.9 roubadas de bola.

O Knicks é o oitavo colocado (última vaga para os Playoffs) do Leste, mas a campanha está empatada e o Hawks provavelmente terá vantagem nos critérios de desempate. Portanto, precisamos vencer jogos como esse.